Mostrar mensagens com a etiqueta Gerald Jampolskv. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gerald Jampolskv. Mostrar todas as mensagens

sábado, 30 de julho de 2011

Estou determinado a ver de forma diferente

O antigo sistema de crenças supõe que a raiva ocorre porque fomos atacados. Supõe também que o contra-ataque, por sua vez, e justificado e que somos responsáveis por “proteger” a nós mesmos, mas não somos responsáveis pela necessidade de nos proteger.

Mas é possível mudar o sistema de crenças. Para isso é necessário olhar de outra maneira cada uma das nossas amadas suposições e valores do passado. Isso significa abandonar todo e qualquer investimento no apego ao medo, à raiva, à culpa e ao sofrimento; significa deixar o passado ir embora suavemente e, com ele, todos os antigos medos que continuamos estendendo até o presente e o futuro.

“Estou determinado a ver as coisas de modo diferente” significa que estamos verdadeiramente dispostos a nos livrar do passado e do futuro a fim de viver o agora tal como ele realmente é.

A maior parte da minha vida, agi como se fosse um robô, reagindo ao que as outras pessoas diziam ou faziam. Agora reconheço que minhas reacções são determinadas somente pelas minhas decisões. Reivindico minha liberdade exercendo o poder de tomar a decisão de ver as pessoas e os eventos com Amor em vez de medo.

Todas as vezes em que se sentir tentado a ver com os olhos do medo, repita a si mesmo com determinação:

‘Não sou um robô – sou livre. Estou determinado a ver as coisas de modo diferente’”.

Gerald Jampolsky – “Amar é libertar-se do medo“

Uma perspectiva espiritual

Quer se trate de medo, censura ou culpa, cada um deles emana da crença profunda de que não somos realmente dignos de ser felizes. Portanto, não podemos nos permitir ter relacionamentos íntimos, confiáveis e enriquecedores, pois eles talvez nos trouxessem a felicidade. Embora uma parte de nós saiba que o amor é o nosso verdadeiro estado, é frequente permanecermos no estado de medo, assegurando que sempre procuraremos, mas nunca encontraremos o que buscarmos.

Razões mais comuns, baseadas no medo, pelas quais nos parece impossível ter relacionamentos harmoniosos, estimulantes e amorosos:

Não podemos confiar no amor;

Não podemos confiar nas pessoas;

Sempre seremos as vítimas;

Nossas dolorosas experiências passadas sempre se repetirão;

Sempre seremos abandonados;

Os outros se recusarão a fazer aquilo que queremos que eles façam;

Estaremos dando aos outros, incluindo nossos pais, o poder de decidir se somos dignos de amor ou não;

Nossos entes queridos morrerão e nos deixarão sozinhos e abandonados, provando que nada, especialmente o amor, é duradouro;

As pessoas são imperdoáveis;

Quando nos relacionamentos, estamos permitindo que os outros nos firam;

Nosso ser espiritual vê os relacionamentos como oportunidades para promover a união e a aceitação, opostas à separação e ao julgamento. Através desta visão espiritual, os relacionamentos são vistos como oportunidades para nos vermos como espelhos e prolongamentos uns dos outros.

Gerald Jampolsky

A culpa e o medo

A culpa e o medo não só devastam a nossa vida emocional, como também o nosso corpo. Muitos de nós, pelo apego à culpa e ao medo, acabam fazendo inconscientemente coisas que agridem o nosso próprio corpo. Por exemplo, eu era incrivelmente propenso a ser vítima de acidentes. Nunca pensei muito a respeito, excepto que eu parecia ter muito azar. Essa explicação encaixava-se perfeitamente na minha crença de ser uma vítima neste mundo. Quando mudei meu sistema de crenças e comecei a buscar um outro modo de olhar o mundo, deixei de ser propenso a acidentes.

Eu tomei a decisão de nunca mais ver a mim mesmo como uma vítima. Comecei a reconhecer, quase de imediato, que eu estivera desempenhando um papel activo na criação dos meus vários ‘acidentes’. Eles não eram, de modo algum, produtos do meu azar como eu pensava antes. Quando deixei de dar valor ao sentimento de culpa pelo meu comportamento e pelos pensamentos do passado, nunca mais senti nenhuma necessidade de auto-punição.

Acredito realmente que existe uma parte dentro de cada um de nós que, quando estamos sentindo culpa, nos diz: ‘Castigue a si mesmo ou procure uma pessoa que seja alvo da sua ira e a quem possa castigar‘.

Era assim que eu, no passado, costumava despender um tempo enorme punindo a mim mesmo pela culpa que sentia ou punindo os outros com o meu comportamento provocador e agressivo. Quando nosso coração e nossa mente estão unidos através de pensamentos amorosos e nada mais, experimentamos a mais poderosa força de cura conhecida pela humanidade – o poder de cura do amor.

Gerald Jampolsky, “Mude a sua mente e transforme a sua vida“.