domingo, 12 de maio de 2013
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Divulgo o canal (youtube) do Flavio Siqueira e também o seu blog, tem vídeos e textos muito bons, espero que gostem :)
Abrações de luz! Nês
http://flaviosiqueira.com/about/
domingo, 19 de abril de 2009
A POBREZA AUMENTA EM PORTUGAL

A contrastar com isto há maior número de ricos no país, especialmente da classe política e gestores públicos com proventos muito acima de outros paises, recebendo em média mais 32% do que os americanos; mais 22,5% do que os franceses; mais 55 % do que os finlandeses; mais 56,5% do que os suecos"... ficando de bolsos cheios, com sinais de riqueza exterior que doutro modo não conseguiriam obter por meios normais.
É esta a “Democracia” em Portugal, onde a desigualdade social é cada vez maior, aumentando as dificuldades nas familias que chegam ao limiar das suas possibilidades, cada vez menores, engrossando as estatísticas dos que já passavam mal.
Enquanto isso, cresce o sentimento de impunidade nos casos de Corrupção em que os Tribunais absolvem gente de colarinho branco que enriqueceu depressa ou escandalosamente, não se conseguindo provar ilícitos devido ao sigilo bancário que os governos nunca levantaram por interesses inconfessáveis onde possam estar comprometidos por algo que obviamente não pretenderão mostrar nem confessar.
A verdade é que os políticos que têm governado Portugal desde a queda do regime ditadorial em 25 de Abril de 1974, têm enriquecido em pouco tempo e saiem sempre do poder para altos cargos onde acumulam salários e subsídios escandalosos que afrontam qualquer cidadão comum que confiou neles o destino do país que está ficando mais pobre com uma elite de priveligiados mais ricos.
Para finalizar, lembro que mais depressa se conseguem arranjar milhões de euros para tapar ‘buracos’ na banca donde saiu dinheiros para parte incerta do que para atender à pobreza que grassa em Portugal e nisto a classe politica está cada vez mais mal vista, tal como a Justiça que não funciona num país onde o povo anda cada vez mais desanimado e revoltado, podendo aumentar estados de tensão que levem de novo a uma Revolução.
Pausa para reflexão!
Rui Palmela
Blog do autor: http://alvorecer-escriba.blogspot.com/
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Texto do amigo Carlos Baptista
Minha querida irmã, meus queridos irmãos:
A verdade é que sempre senti que existia algo mais do que a própria vida, algo diferente e isso desde muito novo. Sempre me fascinei com a transparência e a capacidade de cristais de quartzo hialino decompôr a luz visível captada pelos nossos olhos. A cada cor, a cada frequência de radiação, sempre acreditei... e via neste as faces ocultas que jamais conseguiria enxergar senão uns anos mais tarde.
Que quero dizer com isto??? Bem apenas que como cada cor, cada comprimento de onda absorvido ou irradiado por esta pequena porção de matéria, assim somos nós, cada um vibra em sua própria frequência seguindo o percurso ou o caminho que tem de seguir...
Sim a minha vida sempre foi regida e pautada pelos estudos, o qual sempre me dediquei com afinco e finalmente ingressei na faculdade, um sonho incutido desde criança, mas que acabou por ganhar raízes próprias...e de facto hoje digo: ‘Ainda bem’, mal saberia eu que a mudança de cidade, a saída do meu ninho iria revolucionar e dar mais sentido à minha pessoa.
Farto de estar fechado numa nova casa, estar limitado às minhas obrigações, um estudo que se tornara cada vez mais compulsivo, cujos frutos começariam a cair, acabei por procurar um ginásio pensando sempre na velha máxima mente sã em corpo são onde então ouvi Reiki...que palavra estranha e sonante, não sabendo na altura que este maravilhoso mundo faria parte de mim, assim acabei por fazer o curso continuando a praticar até aos dias de hoje... Sim, encontrei um dos grandes objectivos da minha vida, encontrei a minha razão de viver, a minha chave de ascensão numa nova era de aquário, a era da renovação já milenarmente anunciada.
Sou motivado por um forte desejo de vos dar a oportunidade de vós próprios criarem e utilizarem as vossas chaves, quer sejam elas através deste caminho, da meditação, da solidariedade, da capacidade de fazer algo benéfico por si, por aqueles que os rodeiam...ou até mesmo pelo nosso próprio planeta que tanto sofre pela pobreza, pela doença, pela fome, pelas alterações ambientais e climáticas, que todos falam mas ninguém quer entender ao certo...
A verdadeira questão aqui posta em causa é que certamente muitos de vós dizem...temos que mudar, temos que parar de poluir!!!
Mas já alguma vez...pensaram que podem deixar de poluir os vossos pensamentos, deixando que vossas emoções se tornem límpidas, transparentes, verdadeiras??? Já alguma vez pararam para pensar, que podem irradiar amor com vossa presença??? Será que já alguma vez pensaram nas descendências futuras??? No nosso planeta, na nossa galáxia, no nosso universo??? Já algumas vez pensaram nos outros e não em vós???
Bem...acho que já me perdi...
Deixem-me passar à verdadeira razão que me levou a escrever este artigo. Para mim ao falar de reiki falamos em algo mais do que a simples na imposição das mãos, estamos a falar de espiritualidade.
Meu Deus como constatei que este mundo está virado de pernas para o ar...como é possível???
Acredito que qualquer reikiano movido pela sua honestidade, humildade é capaz de canalizar uma maravilhosa e inesgotável energia!!! Agora não aguento com o que aconteceu!!! Como reikiano, para mim esta é a terapia do futuro e disso não tenho dúvidas embora seja um homem de ciências e tenha sempre alguma dúvida e reserva em relação a assuntos como estes...mas se pensar no que o nosso amiguito Einstein disse...tudo faz o mais perfeito sentido.
Mas o que me aconteceu foi demais...como é possível pessoas que não conhecem nem sequer as bases desta forma de terapia dizer que aplicam, quando nem sequer leram ou perceberam algo do assunto, apenas colocam as mãos e dizem pense nisto, pense naquilo, como se sente e tal...
Bem, aqui na minha localidade pouca gente conhece o reiki, acontece que abriu um centro de estética e como estava longe dos meus amigos e mestres, dirigi-me ao local, porque me sentia extremamente em baixo, após o anúncio fui confirmar, como óbvio, perguntei se fazia tratamentos de reiki.
R.: Sim faço!!! Sabe é que as pessoas tem más energias acumuladas nas costas!!!
Hum, mas que resposta foi esta, más energias??? Costas??? Então mas será que andamos permanentemente com más energias, só nas costas??? Bem sempre pensei que qualquer manifesto de uma doença fosse apenas o resultados de desequilíbrios energéticos, em corpos mais subtis e acredito que não estou errado!!!
Perguntei novamente, então e um tratamento completo não faz???
R.: Não!!! Só faço massagem ás costas, coloco as mãos e faço reiki!!!
Alto lá pensei eu, então aplica reiki e não sabe fazer um tratamento, estupefacto com o silêncio da senhora quando me apercebi que ela se reduziu à sua significância perante um praticante de longa data. Sei que não estou a ser humilde e que o meu ego ficou em altas, mas como deveria eu agir perante esta situação...
Mas o que é isto...esteticista que não sabe massajar, sim porque deixou o cliente na marquesa e apareceu com as mãos bem oleadas!!! Apenas costas, então e o resto??? Pessoas que dizem que fazem reiki e nem sequer receberam alguma vez um tratamento de reiki!!! Começam logo a falar em más energias!!! Então e que tal a definição de holístico, significado de Rei, de Ki, terapia complementar!!!!???? Não me parece que alguma vez tenham ouvido estes termos!!!
Pudera, claro que assim as pessoas começam logo com o pé atrás quando se fala de reiki, como não haverão de pensar que não se trata de uma seita, de uma religião, de qualquer forma de espiritismo (não espiritualidade) ou qualquer outro tipo de bruxaria.
Observem o recente caso de uma candidata a miss qualquer coisa que foi imediatamente expulsa do concurso quando disse que recebia reiki...
Vejam o recente caso da reportagem da terceira estação televisiva, aquando a reportagem sobre terapias complementares, quando começam logo a falar em centro cósmicos, dando apenas a oportunidade de médicos falarem, ou aos senhores de ciência, estáticos e imutáveis que fecham logo as suas mentes a estas questões...
Fica o desabafo...
Luz; Vida; Amor e muita Paz em vossos Corações...
Carlos Filipe Amaral Baptista
(Mestre em Engenharia do Ambiente)
12 de Abril de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A evidência dos Mundos Subterrâneos como Prova Real de nós mesmos
Paulo Andrade
Vivemos tempos em que a proliferação de obras sobre temáticas esotéricas tornou-se moda. Isso tem no seu aspecto positivo o despertar de muitas das consciências adormecidas para o “Verdadeiro Caminho da Iniciação”, mas também tem muito de negativo por fomentar as mais diversas formas de psiquismo, com todas as suas nefastas influências.
A temática dos Mundos Subterrâneos ou Intraterrenos não tem sido (felizmente) dos temas mais populares pelos “escritores de hipermercado” que proliferam hoje em dia, pois a esses interessa-lhes mais o lucro fácil a qualquer preço, e este assunto não é dos mais vendáveis. E também porque não é fácil ter conhecimento directo ou indirecto sobre tão nobre tema, pois as “portas” estão abertas para poucos...
No entanto ao longo da História pôde-se registar uma plêiade de personalidades de excelsa sapiência (essas sim, conseguiram “ter as portas abertas”...) que, de forma mais ou menos velada, explanaram este assunto de modo a possibilitar que “quem tivesse olhos para ver, ouvidos para ouvir e coração para sentir”, pudesse abrir as portas dos Mundos Internos tanto do próprio como da própria Terra, pois “o que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está em baixo”.
Temos assim de forma mais romanceada ou filosófica:
Francis Bacon, que na Nova Atlântida fala-nos da Ilha Branca, Morada dos Bem-Aventurados, que não se alcança senão pelo mar ou pelo ar, simbolizando a existência dum Centro Espiritual Primordial.
Thomas Moore, que na Utopia faz menção a uma região desconhecida que denomina Utopia altamente organizada e liderada pelo Rei Utopos onde as instituições e as leis eram sábias e justas, diferentes das existentes na face da Terra.
Tommaso Campanella, que na Cidade do Sol aborda temas muito semelhantes aos referidos na Utopia, falando de uma cidade desconhecida existente no alto dum cume onde existe uma sociedade altamente desenvolvida alicerçada na harmonia e na ordem.
Júlio Verne, que em Viagem ao centro da Terra fala-nos duma aventura em que proliferam animais pré-históricos, criaturas desconhecidas, natureza exuberante e uma rede de túneis no centro da Terra com entrada através de um vulcão.
Bulwer Lytton, que
James Hilton, que
Duma forma mais esotérica e directa, temos:
Helena P. Blavatsky, que nas suas inúmeras obras mas mais concretamente em Ísis Sem Véu e A Doutrina Secreta, fala-nos dum Colégio de Sábios que denomina como Fraternidade Branca responsável pelo Governo Oculto do Mundo, assim como de vários túneis que proliferam no interior da Terra ligando locais tão díspares como os Andes, na América do Sul, aos Himalaias, onde na vizinha Mongólia, no Deserto de Gobi identifica a existência de Shamballah.
Saint-Yves d´Alveydre, onde essencialmente na sua obra Missão da Índia (na Europa) fala-nos minuciosamente de Agharta em todos os seus aspectos tanto hierárquicos, filosóficos e sociológicos, como políticos e tecnológicos.
Ferdinand Ossendowski, que em Animais, Homens e Deuses fala-nos das suas viagens pelo Oriente e dos relatos que referem lendas de tempos ancestrais relacionadas com os Mundos Subterrâneos e o enigma do Rei do Mundo e das suas profecias.
Alice Bailey, através da qual Djwal Khul Mavalankar, o Mestre Tibetano, fala-nos de Shamballah como Lugar Sagrado e Sol Central do Planeta donde irradia a Luz que ilumina as consciências e encaminha a evolução dos habitantes da Terra, além de outras inúmeras referências.
René Guénon, que
Mário Roso de Luna, que
E finalmente – os últimos são os primeiros – Henrique José de Souza (JHS), aquele que para nós desenvolveu de forma mais sublime esta temática, não deixando de falar claramente sobre os Mundos Internos. No seu livro O Verdadeiro Caminho da Iniciação, fala-nos que o País para onde Noé se dirigiu, segundo a Tradição, era um local subterrâneo, cujo nome até mesmo se parecia com o de “Barca”, ou seja, Agharta. «Como se vê, “arca” ou “barca” teve um sentido muito mais profundo que a Lei ainda não permitiu desvendar totalmente».
Falando sobre esta região transcendente de Agharta, reforça a tónica dada por outros insignes Adeptos da Boa Lei:
«Este País de Agharta é por muitos denominado Shamballah e as escrituras o descrevem como uma Ilha imperecível que nenhum cataclismo pode destruir.
«Agharta, Arca ou Barca é o lugar para onde o Manu Noé conduziu seu Povo ou Família, e os casais de animais a que se refere a Bíblia, esta porém com a interpretação errónea de que o termo “família” fosse apenas dos seus parentes.
Em suma, estes são alguns nomes a que poderemos juntar outros, como Raymond Bernard, Nicholas Roerich e Alexandra David-Neel, que melhor até hoje deram o seu contributo em prol da divulgação dos Mundos Subterrâneos.
Devemos então indagar: será que todos tiveram uma imaginação fértil, ou realmente há algo mais do que aquilo que usualmente conhecemos da Terra e dos seus habitantes?
Pensamos que sim, pois, como se costuma dizer, “não há fumo sem fogo”. Senão vejamos:
Ao nível científico, devemos perguntar: se tendo a superfície da Terra cerca de 508 milhões de quilómetros quadrados, e se esta correspondesse ao que é unanimemente aceite, como poderá pesar apenas seis sextilhiões de toneladas? Segundo cálculos perfeitamente comprováveis, o seu peso teria que ser muito maior! Mas não ficamos só por aqui. À luz da Ciência, voltamos a perguntar: o que origina as auroras boreais? Como se formam os icebergues, uma vez que são constituídos de água doce? O que produz as marés do Ártico, assim como a existência de rochas e areias? Para onde vão as raposas, lebres e ursos durante o Inverno glaciar, que são observados ao Norte da Gronelândia? Porque o vento norte no Ártico fica mais quente quando se navega para o Norte, para além dos 70 graus de latitude? Porque se encontram sementes tropicais, plantas e árvores congeladas dentro das águas doces dos icebergues? Porque os pássaros tropicais e outros animais emigram mais para o Norte no Inverno, onde a sobrevivência raia o impossível por não existir alimento possível?
Pensamos que só à luz da Teurgia portadora da Sabedoria Iniciática das Idades tais perguntas, que a Ciência ainda não pôde ou não quis responder, poderão ser respondidas, admitindo a tese da Terra Oca com orifícios nos Pólos, tese esta que faz parte dum conhecimento ministrado no silêncio ou reserva dos Santuários secretos. Sendo assim, facilmente conclui-se que a Terra constituiu originalmente uma bola de matéria incandescente sendo que uma parte dessa matéria ficou em suspensão no centro, mais tarde dando origem a um Sol interior, enquanto a força centrífuga, criada pela rotação sobre o seu eixo, empurrou os materiais sólidos para a periferia formando a crosta compacta. A concavidade interior comunica-se com o exterior através das embocaduras polares, sendo aquecida e iluminada pelo Sol central do planeta, justificando assim as auroras boreais geradas pelo «choque» do mesmo Sol interior com os Pólos magnéticos exteriores. Nessa concavidade interior situa-se, encaminhando-se paulatinamente para o centro, o Mundo de Badagas, seguindo-se o Mundo de Duat e, finalmente, o Mundo de Agharta, com um com sete Cidades principais (3 Mundos x 7 Cidades cada = 21), sendo a 22.ª Shamballah (o Sol Central). Curioso no Tarot existirem 22 Arcanos Maiores!... Este é um assunto que explanaremos mais à frente neste estudo. Não custa então admitir que no interior do planeta resida uma civilização extremamente avançada, assim como a existência duma flora e fauna muito próprias que justificam as migrações de animais e aves referidas anteriormente. Uma prova da tecnologia avançadíssima dos povos intraterrenos é a existência dos Ovnis, ou os que na tradição oriental são designados por Vimanas. Muitos investigadores acham que provêm de outros planetas, mas à luz do aqui exposto isso parece-nos errado, pois a probabilidade de seres com aparência antropomórfica de “cabelos louros” provirem de outros planetas é ínfima, sendo muito mais fácil admitir a sua origem no nosso planeta.
Vamos ainda referir a existência de lendas e tradições em todos os povos e culturas diferentes que apresentam pontos comuns, apesar da enorme distância que os separa, como a referência a um lugar misterioso, morada dos Deuses, situado numa ilha ou montanha, ou a memória de um local donde provieram os seus antepassados, que mantém-se oculto, onde permanecem ainda esses Seres espirituais dotados de poderes sobre-humanos. Também é referido que quando as nações da Terra necessitassem o conhecimento desses Seres ou Guias adviria para a sua utilização, além de que a sua localização é referida em locais no interior de montanhas, grutas, torres ou castelos. Respigando alguns desses “mitos” podemos referir na Grécia o Monte Olimpo, na Índia o Monte Meru, na Palestina Canaã, no Tibete Shamballah, em Portugal a Ilha de São Brandão, na América do Sul o Paititi e o Eldorado, na Escandinávia Asgard, na Bretanha Avalon, a “Ilha das Maçãs” ou “Pomos d´Ouro” para onde partiu o Rei Artur, onde a morte não existe, além de inúmeras outras referências. De certa forma estabeleceu-se no inconsciente colectivo da Humanidade a existência de um Paraíso perdido para nós, Terra da Felicidade e da eterna Luz onde o sofrimento e a velhice não são conhecidos. Como podemos observar as referências são universais, o que leva-nos a concluir que é real a existência desse “Centro da Terra”, Paraíso ou Sol Interior que é na verdade Shamballah, a “Mansão dos Deuses”, Morada do Rei do Mundo que controla e dirige toda a evolução da vida quer no interior como no exterior da Terra, sendo também aí que se encontram as Hierarquias Criadoras, os Arquétipos da Humanidade. Sendo que nesses Mundos a evolução está muito mais avançada que no nosso, estão os seus habitantes organizados socialmente de um modo sinárquico e sendo o Rei do Mundo o cume da pirâmide hierárquica. A Sinarquia impede a existência de votações, ou partidos políticos ou religiosos, porque tal não é necessário, visto haver uma regulação pela lei trina das funções da Natureza e pelo primado orgânico da hierarquização natural. Tudo e todos em justiça e honestidade ocupam os seus lugares em ordem ao equilíbrio espiritual, individual e colectivo, ou seja social e planetário, logo numa abrangência universal, por isso AGHARTA É O MUNDO DOS JUSTOS E PERFEITOS, O REINO DAS ALMAS SUPERADAS.
É interessante que uma das chaves dos alquimistas na elaboração da Grande Obra, era a obtenção do elemento VITRIOL, Visita Interiora Terrae Rectificando Invenies Occultum Lapidem – “Visita o Interior da Terra , rectificando encontrarás a Pedra Oculta”. Não existe uma analogia evidente com aquilo que temos referido? Realmente existe, por haver uma similitude de relações entre o microcosmos e o macrocosmos, o que se confirma quando alguém pretende realizar uma prática espiritual recolhendo-se em meditação no seu Sanctum-Sanctorum, no imo do seu próprio Ser que é a parte mais lura de cada um, logo, o melhor do nosso Ser está no interior! Então, analogamente o melhor do planeta (que é o corpo de manifestação de um Ser extremamente mais evoluído) está no seu interior, podendo assim relacionar-se os estados de consciência alcançáveis na prática da meditação com os estados de consciência existentes nos “Mundos Subterrâneos”, consoante a sua maior interiorização. Assim, temos: Plano Físico – Face da Terra; Plano Vital – Badagas; Plano Emocional – Duat; Plano Mental – Agharta; e a Tríade Superior ou Mónada – Shamballah. Tal como possuímos sete “centros energéticos” ou chakras principais e um oitavo gerador oculto de todos, assim também pela Lei da Analogia existem 7 centros mais 1 principais no planeta.
Podemos então referir que no Período Atlante quando se deu o Julgamento Planetário, a Humanidade mais avançada que sobreviveu ao cataclismo universal, a Sedote, recolheu-se no interior do planeta, onde prosseguiu a sua evolução, tendo a restante, Jiva, permanecido na superfície, dando origem aos homens actuais (os tais que a Ciência oficial fala como existentes na Pré-História). Os Grandes Iniciados da Atlântida seleccionaram os seres humanos mais avançados espiritualmente na altura, e os conduziram para o interior da Terra através de uma abertura polar no hemisfério Norte, então muitíssimo mais acessível. Numa primeira fase, ao interiorizarem-se estabeleceram-se no Mundo de Badagas, que se encontra a cerca de 60-
Daí tem-se acesso ao Mundo de Duat onde se encontram Seres ainda mais evoluí- dos, os quais têm uma fisiologia semelhante à do Homem da superfície, sendo que o que mais impressiona são as bibliotecas e museus onde se encontram todas as produções literárias e artísticas significativas criadas pelo Homem. É assim como uma Memória Viva da Terra. Funciona como o Plano Astro-Mental do Globo encontrando-se aí os “duplos” psicomentais de todos os Adeptos e Iniciados, sendo que muitas dessas Almas Viventes aguardam o momento de voltarem a manifestar-se sobre a Terra, isto se a Lei as obrigar a tanto, pois em contrário, após esse período de transição e assimilação, descerão para Agharta. É no Duat que se encontram os Senhores Lipikas (Escribas), Manu – Yama – Karuna – Astaroth, mais um Quinto em “Projecção”, o Ardha-Narisha, que registam todos os actos, palavras, emoções e pensamentos da Humanidade no “Livro do Kamapa”. Eles são os chamados Senhores do Karma (Planetário). O Mundo de Duat possui um ciclo de actividade de dois terços de dia e um terço de noite.
Mais interiorizado ainda encontra-se o Reino de Agharta, relacionado com o Plano Mental e Espiritual da Terra, com as suas sete cidades, podendo se as relacionar com os chakras, sendo governadas pelos benditos Reis de Édon ou do Éden, sendo que aí reina a Sinarquia Universal e a Paz estabelecida. Agharta é o “Celeiro das Civilizações humanas”, pois que nela estão guardadas as sementes monádicas que irão compor as Raças, de Ciclo
Como um oitavo chakra, a oitava cidade de Agharta e sua capital é Shamballah, a “Mansão dos Deuses”, governada pelo Rei do Mundo, o Soberano Supremo, o Eterno Jovem das Dezasseis Primaveras. Esse é o Mundo do silêncio móvel, onde só aquele que tem assento no conselho do Rei dos Reis, pode morar. Daí dizer-se que é a Morada dos Deuses, a Cidade dos Imortais. Em Shamballah, expressando à própria Mónada Divina, existe sempre sombra ou treva, isto porque contém toda a luz ao ponto de a tornar ausente (Agharta é o diafragma reflector das 7 luzes provenientes da única do Sol Negro), e por ser o Núcleo Central da Terra, tem a designação de “Laboratório do Espírito Santo”.
De uma forma análoga, pode dizer-se que o Homem vive num Mundo tridimensional, mas no entanto existem outras dimensões, as 4.ª, 5.ª, 6.ª e 7.ª que constituem os “Mundos Superiores”. Assim sendo, a 4.ª dimensão corresponde ao Plano Astral ou Emocional, a 5.ª ao Plano Mental, a 6.ª ao Plano Intuicional e a 7.ª ao Plano Espiritual e que está ligada a uma 8.ª, que podemos caracterizar como a Unidade Perfeita ou o “Espaço Sem Limites”. Pois cada cidade de Agharta corresponde a cada um dos chakras da Terra que constituem o bojo ou essência última dos Sistemas Geográficos em evolução sobre a Terra (sendo 7 localizados no Peru, México, América do Norte, Austrália, Portugal, Egipto e Índia, mais 1 no Brasil que corresponde a Shamballah, sendo os lugares onde estão considerados verdadeiras “Terras Santas” e “Santas Cidades”). Assim e na mesma sequência, as cidades de Duat têm a ver com os plexos da Terra e os locais referidos na superfície com as glândulas do mesmo Globo, antes, do Logos Planetário reflectindo nos respectivos do Homem, este o microcosmo Daquele, o Macrocosmo. Explicando melhor, no Homem temos as glândulas no corpo físico que comunicam com os chakras no duplo etérico, que também comunicam com os seus correspondentes no corpo astral e estes com os análogos no corpo mental. Analogamente concluímos que pelos Sistemas Geográficos fluem as energias espirituais do Centro da Terra para a Face da mesma, fluindo e impregnando a Humanidade e fixando a espiritualidade sobre a Terra. O homem comum só percebe o mundo através das 3 dimensões da matéria (comprimento, largura, altura); para perceber a 4.ª dimensão necessita utilizar a disciplina dos sentidos, a concentração, para chegar à abstracção dos mesmos. A questão que se põe é que nos Mundos Subterrâneos, mesmo que na sua camada mais próxima da superfície abarquem as 3 dimensões conhecidas, não deixam de encontrar-se em dimensão diferente da 3.ª, e é por isso que cada um de nós não os consegue perceber ou acedê-los. Razão porque faz-se necessária a “Verdadeira Iniciação”, o tornar-se Real ou Verdadeiramente Iniciado, acedendo assim ao nosso Verdadeiro Ser em todos os seus Planos de Evolução, tornando-nos Seres conscientes de nós mesmos tanto interiormente como exteriormente, possibilitando assim que as “portas” dos Mundos Subterrâneos se abram de forma a podermos retornar ao “Paraíso” outrora perdido...
BIBLIOGRAFIA
Monografias da Comunidade Teúrgica Portuguesa.
Henrique José de Souza, O Verdadeiro Caminho da Iniciação.
Raymond Bernard, A Terra Oca.
Helena P. Blavatsky, Ísis Sem Véu e A Doutrina Secreta.
Alice Bailey, Iniciação Humana e Solar e Um Tratado sobre Magia Branca.
Ferdinand Ossendowsky, Animais, Homens e Deuses.
René Guénon, O Rei do Mundo.
Saint Yves d´Alveydre, Missão da Índia na Europa.
Francis Bacon, A Nova Atlântida.
Thomas Moore, A Utopia.
Tommaso Campanella, A Cidade do Sol.
Júlio Verne, Viagem ao centro da Terra.
Bulwer Lytton, A Raça futura.
James Hilton, Horizonte perdido.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
A Crise “Neo-Espiritualista”
Vitor Manuel Adrião Sintra, 13.8.2008 Nos últimos tempos tenho sido assediado com ditas revelações «new age» provindas do meio dito «neo-espiritualista», umas mais fantásticas que as outras e todas destituídas de qualquer solidez tanto psicomental como psicossocial, ainda que neste aspecto parte do colectivo social seja bastante afectado pelas mesmas, mormente boa parcela de jovens e menos jovens lançando-se nos abismos do fantástico e da fantasia, assumidos auto-suficientes, esclarecidos e iluminados que, por via do seu maior ou menor carisma, acabam induzindo a outros tantos as mesmas patologias d´alma. Todos, é facto, sem a menor formação verdadeiramente espiritual, teosófica ou esclarecida, a par de uma religiosidade que de facto a seja, mas, em contraposição, assumindo a maior e febril, notoriamente alucinada, postura da óbvia “alucinação mística”. Isso mesmo pude confirmar há poucos dias atrás (8.8.8, data que serviu para mais um invento místico que resultou… em nada!) em Santa Eufêmia da Serra de Sintra, onde fui interpelado por um número crescente de cidadãos que andavam à procura da “entrada para Agharta”, sem mais nem menos, permeio a estados d´alma notoriamente alterados. Tratei-os com o respeito que se deve a uma criança… E de facto são crianças comportamentalmente, «abduzidas» ou não, certamente abusadas por certas e distintas individualidades nacionais e internacionais que vêm aqui fazendo o seu negócio à margem da lei do País e que já deviam ter sido interpeladas pelas respectivas autoridades, pois que facturam milhares e milhares de euros isentos de impostos, enganando os Ministérios das Finanças e da Justiça da maneira mais clamorosa e descarada possível. Se Jesus afirma nas Escrituras “DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES”, essa gente «distinta» faz precisamente o contrário: inventa o que lhe apraz na presa do lucro fácil e da satisfação pessoal, e por via de uma coreografia colorida destinada a dar mais intensidade psicológica ao discurso, confunde o auditório ou o leitorado a ponto deste não aperceber sequer que está sendo roubado económica e espiritualmente e que, tal o estado neuro-passivo em que fica, ainda por cima agradece… e pede mais. Este assunto melindroso arrastou-se por algumas sessões internas da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA, e sempre fui dizendo que os “negócios da casa alheia são alheios aos nossos”, mas que, mesmo assim, mais dia, menos dia, acabaria por tornar público este assunto e levá-lo ao conhecimento das autoridades legítimas da Nação, participando à comunicação social e envolvendo o Parlamento e a Presidência da República. Sim, porque Portugal – assim como o Brasil, nossa exclusiva Pátria-Gémea – não merece tamanho flagelo sempre redundando em desgraças atrás de desgraças psicossociais feitas de negócios ilícitos escudados no princípio constitucional da “liberdade de exercício religioso”. Pois sim, mas exercício religioso é uma coisa e negócios financeiros chorudos, isentos de fiscalização, encapotados na alegação desse exercício legal, é coisa bem diversa. É bom que se saiba que as organizações espiritualistas classificam-se em três classes distintas, pouco tendo a ver umas com outras no modo de estar e de agir, como sejam: ORDENS (Ex.: Teosofia, Rosacruz, Maçonaria, etc.) | | Qualidade: MENTAL-ESPIRITUAL Versus INICIAÇÃO PELO ESPÍRITO > Esclarecimento pelo Estudo e aplicação do mesmo. RELIGIÕES (Ex.: Judaísmo, Catolicismo, Islamismo, etc.) | | Quantidade: PSICOMENTAL Versus SALVAÇÃO PELA ALMA > Consolação pela catequese e elevação pela prece. SEITAS (Ex.: “Manás”, “Universais”, “Animistas”, etc.) | | Disparidade: PSICOFÍSICA Versus CONFUSÃO PELO CORPO > Redundando em doenças alucinatórias psicossomáticas. Neste tempo de acentuada crise “neo-espiritualista” mas da qual desde há muito é conhecida publicamente a opinião da COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA acerca da mesma e dos seus causadores, acabei dando com uma antiga reportagem no matutino Correio da Manhã (17.2.93), assinada pelo jornalista Victor Mendanha, a qual expressa opinião idêntica à da C.T.P. sobre este fenómeno psicossocial. De maneira que será nessa reportagem que me basearei para descrever quanto se segue, num momento em que nenhum Santo ou Grande Iluminado, seja Jesus, a Virgem Maria ou outro Maior do Género Humano, escapa ao limbo poluído e poluidor das “mensagens e canalizações mediúnicas” que, não raro, nem isso são: tão-só exercícios fantasistas de dar forma a imagens oníricas do subconsciente, isto quando não se inventa simplesmente para enganar e roubar o próximo. Esta questão já era abordada por René Guénon na “crise da moderna civilização ocidental”, mas não é só o Ocidente mas também o Oriente, todo o mundo que está atravessando uma das suas grandes crises de identidade, equivalente a uma Iniciação Planetária de passagem de um estado de 4.º Grau para o 5.º, equivalente à transição da 4.ª Ronda Terrestre para a 5.ª de Vénus do mesmo Globo. De modo idêntico também o ser humano atravessa as suas crises de crescimento, seja físico, psíquico ou mental. Tudo o que se pode observar na criatura humana pode se encontrar no Globo e no Universo, de uma forma ou de outra, visto o “Tudo e o Todo estarem interligados”. Se bem que René Guénon fosse um homem admirável e notável tradicionalista e cabalista, os seus passos desacertaram com os do movimento cíclico da Evolução Planetária, pois voltou-se do Ocidente para o Oriente ao contrário da Grande Fraternidade Branca que já se encontrava, justamente na sua época, a promover a promover a transferência dos valores humanos e espirituais do Oriente para o Ocidente com o grande Movimento Teosófico. Como se sabe, esse Movimento liderado por Helena Petrovna Blavatsky, tinha como objectivo chegar a um certo ponto do Sudoeste dos Estados Unidos da América do Norte, a El Moro, próximo à cidade de Cimarron no Estado do Novo México, naquela época representativo de toda a Evolução no Hemisfério Norte. Se a Missão Teosófica de Blavatsky não alcançou o êxito desejado nos E.U.A., isso deve-se a múltiplas razões, dentre elas a falta de apoio ou compreensão dos sectores espiritualistas europeus e, sobretudo, dos norte-americanos ao trabalho de sementeira espiritual dessa Grande Mestra que, perseguição após perseguição, uma mais injusta e cruel que a outra, foi obrigada a regressar ao Oriente e a interromper, adiar a sua Missão. Além disso, as experiências atómicas realizadas pelo Governo norte-americano, nos inícios da década de 50 do século XX, no vasto deserto daquela Região Privilegiada do Novo México, prejudicaram seriamente e invadiram, devido à radiação libertada, o espaço de interior, subterrâneo da Fraternidade Jina dos Rosacruzes de El Moro, a qual seria suposto dar o grande impulso para o surgimento da 6.ª Sub-Raça desta 5.ª Raça-Mãe Ariana, usando a terminologia teosófica. A partir desse momento dramático, a América do Norte ficou como que “viúva dos Deuses” indo activar-se, antes do seu tempo próprio, o Grande Posto Representativo da América do Sul, no Brasil, no Roncador em Mato Grosso, passando essa Missão de fundação da 6.ª Sub-Raça e da 7.ª simultaneamente, logo a ver com o futuro imediato do Mundo, para aí, de modo a servir de apoio à fusão dos valores iniciáticos e civilizacionais entre o Oriente e o Ocidente. Desde então a Missão Espiritual do Brasil revestiu-se de extrema importância nos meios espiritualistas contemporâneos, graças ao pioneirismo do trabalho de sapa da Sociedade Teosófica Brasileira liderada pelo Professor Henrique José de Souza, brasileiro de ascendência lusitana. Mas também Portugal, já desde muito antes, o que não significa que aqui, no solo pátrio, importemos ou copiemos os exclusivos valores brasileiros do dia-a-dia, para atingir a compreensão de tão importantes conhecimentos, pois cada um pode continuar a ser o que é dentro do seu espaço pessoal e civilizacional, porque semelhantes valores estão acima de quaisquer características nacionais, pessoais, etc. Aliás, pode-se dizer mesmo que, em termos esotéricos, Portugal e o Brasil são uma e mesma coisa, mas agindo e comportando-se com se fossem as duas conchas de uma mesma balança, as duas faces de uma mesma moeda… sim, moeda ou moneda expressando a Mónada Imortal cujo Poiso Único é Shamballah, o Fiel da Balança da Lei, e por isso são esses Países que passam por esta Obra Divina, graças à marcha processional dos Ciclos de Evolução Universal, e não a Obra Divina, intemporal não-geográfica, que passa por eles… Note-se: os portugueses, provenientes de um espaço geográfico minúsculo, desde cedo encetaram diáspora, espalharam-se por todo o Mundo, miscigenaram-se com todos os povos e deixaram os seus filhos adaptar-se, bem como eles próprios, em grande medida, aos usos e costumes dos naturais, assimilando-os, criando novas experiências, etc. No Brasil dá-se precisamente o inverso, mas essencialmente o mesmo: num espaço geográfico gigantesco, maior que a Europa, estão a concentrar-se e a misturar-se todas as raças, costumes, religiões, filosofias, etc. Não é admirável? O protótipo do Homem Universal, o Homem-Síntese, está no Português como anseio, como ideia, e no Brasileiro como concretização ou realização desse Inconsciente Colectivo, numa escala gigantesca, à medida continental. Donde, não se dever confundir a Missão Iniciática de Portugal com a do Brasil, mesmo que se completem como início e final de e uma e mesma Missão Espiritual à escala planetária… Enquanto isso, continua a grassar grande crise de identidade no Mundo, o que é oportuna e oportunistamente aproveitada por toda a espécie de messianismos, seitas, animismos, etc., a divulgarem «mensagens» da Virgem Maria, do Arcanjo Miguel, de Jesus, de pressupostos extraterrestres, etc., e até de organizações fantásticas, claramente inspiradas em novelas ficcionistas ou em cinematografia ficcional, mas com nomes pomposos pretendendo anular as Escrituras Antigas para impor escrituras novas… levando muitos a pensar, ante o caos geral e a esperança cada vez mais rara, que é já o “fim do Mundo”. Todavia, contrariamente ao que muitos acreditam, não se trata do fim do Mundo mas da passagem de um grande Ciclo Planetário para outro, dos muitos em que é repartida a Vida Universal, e mesmo que já se tenha adentrado o novo Ciclo as influências do antigo persistirão por mais algum tempo, até que a consciência do Homem integre os novos valores. Desse modo é que se fala hoje muito – ainda que muitíssimo mais de forma inteligível e fantástica, dando forma ao absurdo – da Idade do Aquário, a Nova Era, etc. Realmente sucede que muita gente, desejando fortemente a mudança para algo que pressente instintivamente mas que não consegue compreender mentalmente, deixa a imaginação correr ao acaso, cair no fatalismo e tornar-se, não raras vezes, vítima fácil dos que pretendem explorá-la psíquica e materialmente, dos messianistas de todo o tipo, etc. O grande Teósofo espanhol Mário Roso de Luna dizia mesmo que «o messianismo é o achaque dos débeis que esperam de outros a salvação que só pode vir de si próprios». É assim que, na mesma linha, ultimamente têm surgido grupos iniciados em «reikis siderais» (!!!) que vendem «iniciações cósmicas» (!!!) por alto preço, a pregar colisões de planetas, cometas e asteróides com a Terra, o que em princípio pode ser cientificamente possível. Certamente que sim, mas se a Matemática e, dentro dela, a Teoria das Probabilidades são exactas, poderão não o ser as premissas ou pressupostos que entram nos cálculos. Em boa verdade, hoje está-se numa civilização tecnocrática e tecnológica que vive basicamente dos estímulos físicos, e então, quando algo parece ameaçar as estruturas físicas, advém o horror pelo desconhecido, o horror à morte, à aniquilação, que são coisas que não existem verdadeiramente… O que é a morte física senão o fim de mais um ciclo da vida do Eu Imortal, que voltará a nascer vezes sem conta até completar todas as experiências necessárias à sua realização neste mundo? Se, para além do físico, aprender-se a cuidar também da sensibilidade e da inteligência como “corpos” que são, haverá certamente mais lucidez, mais serenidade e menos angústia quanto ao futuro e, sobretudo, mais acções em todos os quadrantes para dotar os povos de condições de vida mais consentâneas com a qualidade de seres humanos. O medo da morte nasce do desconhecimento da vida e das leis que a regem. Muito do que acontece de nefasto ao Homem é desencadeado pelo seu próprio desequilíbrio com a Natureza, ou seja, com a Vida Universal, que nele se manifesta como consciência, inteligência, etc. Se ele passar a estar em equilíbrio com o seu Deus Interior, que é dizer, consigo mesmo, está-lo-á com a Natureza. Ter que ter medo de quê, então? Por inexistir esse equilíbrio vital como o único factor capaz de estabelecer a harmonia entre Homem-Natureza, é que se pretende substituir a ele o factor das profecias sobre profecias, todas fatalistas revelatórias do estado neuro-depressivo, gerando o hipocondríaco que resvala sempre para o maníaco, de quem as emite, respeitantes ao «fim do Mundo»… Mas, em boa verdade, desconheço profecias minimamente credíveis sobre o «fim do Mundo» como aniquilação pura e simples de todas as formas de vida na Terra. Desde já, adianto que a profecia é um campo muito sensível, muito sibilino e propenso a várias interpretações, para cuja correcta decifração são necessárias as chaves que presidem à sua criação. De resto, toda a gente pode fazer profecias… ou antes, dizer-se profeta. Vamos dar crédito a todas as profecias, venham de onde vierem e em nome de quem vierem, deixando que outros conduzam a nossa vida, ou vamos utilizar a nossa inteligência, a nossa vontade própria e a nossa sensibilidade para nos conduzirmos como seres pensantes? Esta, sim, é a Filosofia de Vida apregoada por todos os Grandes Iluminados, Sábios, Génios e Avataras que o Mundo já conheceu: confiar em si mesmo em primeiro lugar, embora sensível a tudo o que está à sua volta, aprendendo com tudo e com todos, com humildade, sem preconceito. É comum ouvir profetizar em nome dos deuses, dos mestres, etc., quaisquer que eles sejam, mas é raro, raríssimo deparar com atitudes e comportamentos de natureza divina, superior, por parte dos seus pretensos intérpretes. Ipso facto. Donde se poderá concluir que viver-se ainda sob a influência dum período intercíclico repleto de falsos messias, profetas mancos e iniciados falsários, indo confirmar aquelas outras palavras de Jesus Cristo na Escritura: “ACAUTELAI-VOS, NO FINAL DOS TEMPOS (Ciclo) MUITOS SE DIRÃO POR MIM MAS SERÃO CONTRA MIM. SERÃO COMO LOBOS TREVESTIDOS COM PELES DE CORDEIROS NO MEIO DO REBANHO (Humanidade)”. Ainda assim, inibo-me completamente a dar nomes e a citar factos que desde logo possam identificar os seus intervenientes, pois a ninguém cabe o direito de julgar os outros ou de colar etiquetas na testa de alguém, especialmente em público, pois isso constitui um grave atentado, ou censura, à boa reputação a que todos têm direito. Então, longe de mim apontar que “A” é falso e “B” é verdadeiro. Nem poderia nunca a COMUNIDADE TEÚRGICA PORTUGUESA alicerçar o seu bom nome em detrimento de todos quantos sentem, tal como nós, ser sua missão a de valorizar e dignificar a vida humana em todos os seus quadrantes. Mas todas essas coisas são naturais numa época em que os valores estão em transformação, e em que tudo é posto em causa, sobretudo porque se verifica hoje uma divulgação maciça de todo o conhecimento, num processo em que cada um é livre de interpretar o que quiser como muito bem entender. É assim, por exemplo, que a “partícula mínima da matéria”, o quantum, vê-se em breve transformado “quantum estelar”, porque o nome soa bem e o delírio pode campear à-vontade… Parece algo caótico, e na realidade é, mas também é algo admirável, por se tratar do nascimento de uma nova mentalidade – ainda em “bruto” ou não apurada – que não está agrilhoada a dogmas de qualquer espécie. É claro que se verificam excessos mas, na adolescência da espiritualidade, como não haver excessos? Então, as curiosidades acabam por ser estimuladas e, dado o hábito muito ocidental de querer e fazer as coisas depressa, ou de não raro obtê-las comodamente a troco de um simples pagamento, toda a gente passa a julgar que se faz um Iniciado nos Mistérios Maiores da Natureza por simples idas a “cursos pagos” ou “lendo muitos livros públicos”, sem mais e qualquer disciplina. Querer ser mais e melhor é uma aspiração admirável mas querer ser algo supostamente superior à força, a contra-relógio, é enganar-se a si próprio e, assim, enganar todos os que seguem atrás. Mostrar sucesso aos olhos dos outros no campo espiritualista, iniciático, etc., não corresponde, de forma alguma, aos valores defendidos pelas Escolas de Iniciação genuínas, porque a transformação interna não se confunde com valores económicos, empresariais, quantitativos, etc. Enfim, a Espiritualidade não cabe nos gráficos. Ainda assim, nestes dias conturbados por que passa o Mundo, permeio às verdadeiras Escolas de Iniciação coexistem as falsas como autênticas correntes de contra-Iniciação e contra-Tradição, mas, como dizia Jesus, “pelos frutos conhecereis a árvore”!... Por Colégios de Iniciação genuínos entendem-se todos aqueles que, ao longo da História, foram criados ou mantidos pelos Avataras e Grandes Iluminados ou Adeptos da Boa Lei, independentemente de serem ou não conhecidos da ciência historiográfica actual. De notar que essa manutenção não é eterna, ou seja, uma dada Instituição desse tipo tem uma vida sempre limitada: pode ser 50 anos, um século, dois séculos ou mesmo mais, mas o seu fim é sempre certo. O que acontece depois é que alguns “discípulos menores”, laicos presos às rotinas do pensamento e não percebendo as mudanças operadas, vão tomando as rédeas dessas Instituições, mantêm-lhes os nomes – ou inclusivamente criam novas Associações dando-lhes os mesmos e prestigiados nomes de outras mais antigas – mas a sua actividade não é mais, absolutamente, do que “restos de Iniciação”. De maneira que esses estudiosos persistentes no Passado em detrimento do Futuro, são incapazes de iniciar os seus discípulos na Iniciação Real, mas tão-somente na chamada Iniciação Simbólica, quanto muito. Isto porque a “coisa viva” já não está lá, já passou para outro lado, e por isso são “restos”, o que não significa que não possam ser de extrema utilidade aos que começam a dar os primeiríssimos passos no Caminho da Iniciação, como alternativa às religiões de Estado, às rotinas intelectuais, etc. Mesmo isso absolutamente nada tem a ver com livraria e mensagens, escritas ou orais, “psicografadas ou canalizadas mediunicamente” de alegados Santos do Santoral Cristão, Hindu, Budista, etc., a par de nomes como Morya, Kut-Humi, São Germano, etc., onde a Verdadeira Iniciação não tem lugar e sim a confusão caótica de se julgar o singular perfeito igual ou simpático ao plural imperfeito, como se a qualidade fosse igual à quantidade e à disparidade. Tampouco tem a ver com “curas estelares” e coisas do género arvoradas por alguns como “a missão da sua vida”, a de ajudar (isto é louvável) e de curar os outros – isto é duvidável, pois que muitos carregam doenças psicofísicas, mais ou menos notórias, o que me reporta àquelas palavras de Jesus Cristo: “MÉDICO, CURA-TE A TI MESMO!” Quer dizer, como é possível uma pessoa doente, logo portadora de um prana ou “energia vital” doentia cuja vitalidade orgânica remete para uma carência notória da mesma, poder curar a doentes sem mais nem menos? Não confere… Como não confere o próprio nome “mensagens psíquicas”, que diz tudo. Se são psíquicas, ou se têm a ver com o Mundo Psíquico, como ver nelas a influência dos referidos Adeptos da Boa Lei? Existe uma enorme confusão entre “espiritual” e “psíquico”, começando pelos próprios espíritas e demais animistas, para os quais todas as entidades que se manifestam nas ditas sessões psíquicas são «espíritos», quando não são mais do que habitantes do “mundo dos mortos” ou Plano Astral, que é um simples prolongamento deste Plano Físico e que nada tem de Espiritual, Transcendente ou Superior. Conhecedor profundo das Leis da Natureza, nenhum Adepto Real, Mestre de Sabedoria, etc., utiliza um “médium psíquico” para se manifestar, por conhecer como poucos os efeitos nefastos da mediunidade para o próprio “médium”, tanto física como emocionalmente. Tenho inclusivamente lido alguns trechos atribuídos ao referido tipo de “mensagens psicografadas ou canalizadas” (como actualmente é moda dizer-se) e, sem qualquer intenção de hostilizar os seus possíveis leitores eventualmente simpatizantes desses métodos, não vi neles nada de novo, nada que não tenha sido já escrito ou falado nos meios esotéricos de hoje, aparte o rol imenso de fantasias e invenções linguísticas, geográficas, astronómicas, etc. Ora os Mestres de Sabedoria não se especializam em copiar-se uns aos outros, ou em repetir indefinidamente o que ensinaram no Passado, pois se assim fosse não haveria dinâmica alguma no Conhecimento Iniciático, não existiria Evolução. Bem sei que as mensagens «recebidas» nas clássicas sessões espíritas diferem no método e no conteúdo dessas «canalizadas», ainda que no fundo ambas vão dar no mesmo. Aqui, devo chamar a atenção para os perigos da fantasia… A mente humana possui uma riqueza extraordinária e um enorme poder de encadeamento e reprodução autónoma de imagens a partir de um simples estímulo, razão porque o nosso Mestre, o Professor Henrique José de Souza, chamava a atenção dos seus discípulos para “não tomarem a nuvem por Juno”, aconselhando reiteradamente a VIGILÂNCIA DOS SENTIDOS. Contudo, apesar de utilizarem na sua generalidade uma linguagem algo adolescente e até ingénua em muitos casos, também é verdade que em nenhuma dessas «mensagens» li ensinamentos reprováveis ou moralmente duvidosos. Mas atribuir tais trabalhos ou alocuções a Mestres de Sabedoria parece-me até um insulto a tais Seres, os quais merecem de todos o maior respeito e que sempre ensinam aos seus discípulos a tornarem-se seres livres e emancipados através de princípios activos como “sejam iguais a Mim”, e nunca a ser cordeirinhos dóceis e passivos através de conselhos do género “esperem pela próxima mensagem”… Leiam-se os grandes monumentos da literatura universal, como o Bhagavad-Gïta, atribuído a Ieseus Krishna, o Tao Te King, de Lao Tsé, os ensinamentos atribuídos a Jesus Cristo no Novo Testamento – apesar das múltiplas mutilações e enxertos efectuados aos textos originais –, os Diálogos de Platão e ainda os textos atribuídos a Hermes o Trimegisto, as Cartas dos Mestres de Sabedoria editadas pela Sociedade Teosófica de Adyar, os estudos sobre Maçonaria do grande Joseph Marie Ragon, o monumento literário, filosófico e científico que é toda a obra de Mário Roso de Luna, etc., etc., e compare-se a vivacidade, a originalidade, a autoridade de cada um deles com qualquer dessas «mensagens» atribuídas aos verdadeiros Mestres. Cada um, se quiser, faça a comparação por si mesmo, e certamente aperceberá não existir qualquer semelhança. Sem dúvida que o principiante no Caminho Espiritual em sua busca está permanentemente sujeito a cair em grandes logros e erros, uns induzidos por ele próprio, e outros aduzidos por outréns. O extraordinário Teósofo, Sebastião Vieira Vidal, desde cedo discípulo do Professor Henrique José de Souza, dizia que «o (neo) espiritualismo é o ambiente onde existe o maior número de falsificações porque é o reino do improvável», não significando que não tenha probabilidades de existir ou de fazer parte da realidade mas, sim, porque não se pode dar provas imediatas da veracidade de um dado conhecimento adquirido. Daí, ser facilmente explicável a proliferação de mestres, avataras, gurus, instrutores vindos do espaço sideral e messias que dão revelações públicas ou se escondem para não serem reconhecidos. Neste sentido, existem hoje cursos de todo o género e literatura de todos os feitios, toda a matéria possível, à venda acessível a qualquer pessoa com bom sentido de liderança, expressão fácil e cuidada e alguma cultura, para se tornar um iniciado, um guru, um mestre aos olhos do povo geralmente desconhecedor de todas estas matérias. Encaixa também nisso a tão propalada vinda do Novo Avatara ou Messias (Paracleto, Maitreya, etc.), cada qual reivindicando para si a exclusividade do Advento. Mas este é um assunto muito sério… Correndo o risco das minhas palavras serem demasiado sibilinas, ainda assim direi que para alguém reconhecer um Avatara deverá tê-lo despertado antes em si mesmo… Se for assim, não é necessário, como nas aventuras que devorávamos na nossa meninice, ter um mapa do tesouro, porque caso haja, no nosso interior, algum valor espiritual, seremos atraídos para o Tesouro, ou seja, para o Avatara, para o Messias, para o que lhe quiserem chamar desde que corresponda à medida exacta. E, normalmente, Eles, os Avataras, não publicam nenhum itinerário… Tenho dito.